Autora: Juliet Marillier
Número de páginas: 616
Formato: 16 x 23 cm Preço: R$ 42,90
ISBN: 978-85-88477-99-5
Skoob
Filho das sombras, o segundo volume da aclamada Trilogia Sevenwaters,
de Juliet Marillier – chega finalmente ao Brasil pela Butterfly
Editora.
Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e
a magia uma força da Natureza, esta é a história da jovem Liadan, filha
que Socha, e que, assim como sua mãe no passado, acaba por ser
capturada e sente-se cada vez mais atraída pelo ser das sombras, apesar
de saber da maldição da profecia que Seres da Floresta lhe preveniram...
Sobre a autora:
Juliet Marillier nasceu em Dunedin, na Nova Zelândia, uma cidade com
fortes tradições escocesas que a influen-ciaram profundamente.
Graduou-se em Linguística e Música na Universidade de Otago e tem uma
carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o
trabalho em agências governamentais. Sua famosa trilogia Sevenwaters,
Filha da Floresta, Filho das Sombras e Filha da Profecia, ganharam
vários prémios internacionais e a Juliet foi acla-mada como a sucessora
de Marion Zimmer Bradley, autora da famosa série literária As brumas de
Avalon.
A editora entrevistou a autora, e ela falou um pouco sobre seu trabalho e os leitores brasileiros. Veja:
1) O que a motivou a escrever a Trilogia Sevenwaters?
Sempre gostei muito do conto “Os Seis Cisnes”, dos irmãos Grimm. A
protagonista da história é uma personagem feminina e forte que demonstra
grande coragem, paciência e lealdade à família confeccionando camisas
com a fibra de uma planta cheia de espinhos para salvar seus seis irmãos
de uma maldição que os transformou em cisnes. E, claro, durante o
processo tem que se manter calada a qualquer custo. O mistério da
transformação dos jovens em pássaros sempre me fascinou. Eu ficava
imaginando o que aconteceria se aquilo acontecesse com uma família de
verdade. Quem conseguiria se manter forte? Quem conseguiria resistir a
tanto sofrimento? Que tipo de pessoa eles seriam depois de passar por
uma experiência assim? Foi tudo isso que descrevi no primeiro livro da
série Sevenwaters, “A Filha da Floresta”. E ao escrever, percebi que os
acontecimentos viriam a afetar a família por várias gerações. Então
surgiu a continuação.
2) Por que a preferência de escrever este tipo de livro? Como foi o processo de criação?
Desde criança gosto de contos de fadas, folclore, mitos e lendas. Passei
a vida lendo e estudando este tipo de material e isso acabou
influenciando meu trabalho, tanto nos temas que escolho quanto em meu
estilo ao escrever. Adoro mesclar alegorias e ideias de histórias
antigas com personagens e temas que (acredito) sejam interessantes para o
leitor de hoje. Trabalho exclusivamente como escritora, em minha casa, e
normalmente produzo um livro por ano (tenho dezesseis romances e um
livro de contos publicados). Meu processo normalmente se inicia com uma
ideia que pode vir tanto de alguma história que ouço como de uma
situação em que me encontro na vida real quanto de uma história de
contos de fadas ou de folclore. Começo então a pesquisar para dar ao
material detalhes que possam torna-lo convincente e real. Não costumo
criar mundos paralelos como faz a maioria dos autores de ficção. Prefiro
que minhas histórias se passem em épocas e lugares “reais”. No caso da
série Sevenwaters o ar de mistério fica por conta das crenças das
pessoas da época sobre um Outro Mundo e as raças místicas da Irlanda. Ao
terminar a pesquisa passo então a planejar a estrutura do romance e só
então começo a escrevê-lo. Trabalho geralmente em horário comercial, mas
como sou minha própria chefe a escala é flexível. Agora, quando o prazo
está apertado meu expediente diário pode ser bem mais longo.
3) Na Trilogia Sevenwaters as histórias são em 1ª pessoa, contadas
por personagens femininas (Sorcha, Liadan e Faine). Algum motivo
especial?
Nesta série, em especial (que agora deixou de ser apenas uma trilogia
com o lançamento de mais três livros, também narrados em primeira pessoa
e por personagens femininas) senti que seria a melhor maneira de contar
as histórias. Permite ao leitor se identificar plenamente com a
protagonista. E, no caso de Sorcha, foi ideal porque quase não há falas,
apenas sua voz interior. Os livros da série Sevenwaters descrevem a
jornada pessoal das personagens principais.
4) Dos personagens da Trilogia Sevenwaters há algum com o qual se identifica? Por quê?
Não me identifico com algum personagem em especial, embora Liadan (de “O
Filho das Sombras”) seja a mulher que eu gostaria de ser, com toda a
sua coragem e persistência!
5) Como você se sente diante do sucesso da trilogia?
Fico maravilhada! “Filha da Floresta” foi meu primeiro romance e creio
que a história de Sorcha tocou os corações dos leitores e os levou a
acompanhar a saga das três gerações da família de Sevenwaters. Escrevi
outros livros, mas esta série é a que mais faz sucesso até hoje. Os
leitores vivem me pedindo para escrever mais!
6) Já considerou a ideia de transformá-la em filme?
Todo mundo me pergunta isso. Sim, já pensei no assunto, mas um autor não
tem como fazer um filme sozinho. É preciso que alguém adquira os
direitos cinematográficos para investir no projeto. Espero que isso
aconteça um dia.
7) Os leitores ficaram muito felizes com a publicação da Trilogia
Sevenwaters no Brasil. Teria planos de visitar nosso país e conhecer
seus fãs brasileiros?
Adoraria visitar o Brasil (e, principalmente, ver a Austrália jogar na
Copa do Mundo!). Mas ainda é só uma ideia. Neste momento estou me
dedicando em tempo integral a meu próximo livro e não tenho como fazer
uma viagem mais longa. Mas seria maravilhoso conhecer meus leitores
brasileiros e esse país maravilhoso. Dizem que suas histórias e folclore
são fascinantes. Estou aberta a convites.
8) Que mensagem você gostaria de transmitir a seus leitores brasileiros?
Olá a todos! É muito bom ver meus livros publicados no Brasil com capas
tão bonitas e toda a campanha de publicidade da Editora Butterfly. Sei
que tenho leitores dedicados que esperaram bastante para ver a série
Sevenwaters. Espero que gostem de “Filho das Sombras”. Eu,
particularmente, gosto muito do protagonista desta história. E quem
gosta de tatuagens com certeza também vai gostar.
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