A editora LeYa convida para o lançamento do livro "Tudo o que Mãe diz é Sagrado", da autora Paula Corrêa. O evento acontecerá na Livraria Cultura do conjunto nacional (Avenida Paulista, 2073), na sexta-feira, dia 22, às 19h.
Chega às livrarias em março, pela editora LeYa, “Tudo o que mãe diz é sagrado” de Paula Corrêa
Considerada
uma das autoras mais promissoras da nova geração, Paula Corrêa
apresenta aos leitores um relato poético de amor, medo e dor após a
morte de sua mãe.
“Ela
é entre os novos (e inéditos) que tenho lido, uma de minhas favoritas.
(Ela faz) uma literatura agressiva, mas que em lugar de ferir e raspar,
deixa um travo na boca. Um travo que permanece por longo tempo, até
incomodar demais e a gente perguntar: o que está havendo? E então reler
de novo. E reler até descobrir e perguntar: como ela faz isso?” – Ignácio de Loyola Brandão
“Toda
morte de quem amamos é uma amputação. Todo luto uma regeneração. Para
Paula Corrêa, porém, estas são também literalidades. A mãe levou com ela
tanto – e também um pedaço do seu corpo. Neste livro, a autora se
regenera pela palavra escrita. Poucas vezes alguém foi capaz de
transformar o absurdo da morte em algo tão belo. E tão vivo.” – Eliane Brum
A editora LeYa
lança, em março, “Tudo que mãe diz é sagrado” da jornalista e poeta
Paula Corrêa. Autora do blog Calotas, criado em 2007 – logo após a morte
de sua mãe –, como uma forma de aliviar a dor e o vazio da perda, sua
escrita apaixonada e visceral nos textos publicados no blog renderam
este livro, que é um misto de memória, poesia e desabafo.
A autora tem dois livros publicados, o primeiro, In Vitro, lançado em 2004, e o segundo As calotas não me protegem do sol, edição de autor costurada à mão e com desenhos da artista Amanda Justiniano, em 2010.
“Talvez tenha sido eu. Foi minha mãe que morreu há pouco, com um pouco de mim. Ou talvez tenha sido muito.”
A morte é uma das
poucas coisas que o ser humano não entende, tampouco pode explicar, mas
precisa suportar. Perder um ente querido pode ser uma ferida que jamais
cicatriza, uma dor lacerante que nunca ameniza, mas perder a mãe –
aquela pessoa ligada a você por laços inquebráveis, pela beleza dos
gestos e pelo amor incondicional – é um vazio que nada, nem mesmo o
tempo, podem preencher.
“Quem
não daria um pedaço de si para salvar a vida de quem lhe carregou na
barriga e lhe gerou, num sacrifício que é a gestação, os primeiros
meses, a dor no peito, a perda da privacidade e a doação infinita de
amor que é a maternidade?”
Dizem
que uma mãe jamais deve enterrar um filho, mas um filho não pode
suportar a morte da mãe. Para Paula essa dor foi um caminho longo e
cruel. Sua mãe sofria de uma doença crônica, e por complicações,
precisou de um transplante de fígado, – Paula era compatível, uma
ligação única de mãe e filha – mas o organismo debilitado não aguentou.
“Eu
não encarei o sepultamento. Olhei para o chão, derrotada. Sairia
gritando, chutando o mundo, se tivesse saúde. Mas quando a perplexidade e
a tristeza são muito grandes, ficamos em silêncio. Não dá para gritar.
Falta espaço, vontade, coragem, voz. Não há necessidade, ninguém irá
ouvir. Ou melhor, todos escutarão, menos aquela para quem você grita.”
Apesar
de todo sofrimento, foi no momento mais obscuro de sua vida que Paula
encontrou a poesia nas pequenas coisas do cotidiano, seja na beleza da
cidade de São Paulo, fria e acolhedora ao mesmo tempo, nas conversas
descontraídas com D. Maria Emídia na praça ou no convívio com Astor, seu
fiel amigo e alívio para as horas de solidão. Quando a vida parece
perder o sentido é quando começamos a enxergá-la com mais clareza, “Tudo
que mãe diz é sagrado” é uma celebração da verdadeira arte que é viver.
Ficha Técnica
Título: Tudo que mãe diz é sagrado
Autor: Paula Corrêa
Formato: 14 x 21 cm
Nº de páginas: 168
Preço: R$ 39,90
Sobre a autora
Paula Corrêa é nascida em São Paulo. Publicou dois livros de poesia independentes. O primeiro, In Vitro, foi lançado em 2004. O segundo, de 2010, As calotas não me protegem do sol, foi uma edição de autor costurada à mão, em edição de 300 exemplares. Mantém o blog calotas.blogspot.com.
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